CRÓNICAS MILITARES E POLÍTICAS DA II GUERRA MUNDIAL

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CRÓNICAS MILITARES E POLÍTICAS DA II GUERRA MUNDIAL

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DELGADO, HUMBERTO (2003) CRÓNICAS MILITARES E POLÍTICAS DA II GUERRA MUNDIAL. LISBOA: INQUÉRITO HISTÓRIA. DE 24X16 CM. COM 324 PÁGS. ILUST. B.

No decorrer da 2ª Guerra Mundial, o então major Humberto Delgado examinou a par e passo a evolução dos acontecimentos dum ponto de vista militar e aeronáutico, com a vantagem de observar as operações a frio e à distância, a partir do oásis neutral português. A contenção e a objectividade próprias de um oficial do Estado Maior surgiam mescladas de subtileza de estilo e ironias, comentários políticos e críticas imparciais que faziam furor nos meios militares e não só, já que muitas crónicas eram proferidas pelo próprio aos microfones da Emissora Nacional. As suas profecias sobre o desenrolar do conflito eram aguardadas com expectativa e provocavam reacções negativas sempre que favoráveis à Rússia. Colocando entre parêntesis a sua aversão ideológica pelo regime comunista, prognosticava que o Exército Vermelho seria, para os nazis, um osso duro de roer. Da mesma forma, não se continha face às proezas do Exército alemão na arte da guerra, mas era sobre as manifestações de bravura dos pequenos países que recaía a sua simpatia. Em pleno conflito, os meandros do destino fizeram de Humberto Delgado um dos intervenientes da cedência da base das Lajes aos Aliados. A experiência do tempo que passou em Inglaterra, tornou-o um entusiasta da maneira de ser dos ingleses, povo que considerava pacífico e no entanto capaz de se mobilizar integralmente para o esforço de guerra, em combate eficiente e valoroso contra o nazismo. Por uma dessas ironias em que a História é fértil, esta contribuição portuguesa para o desfecho do conflito seria para Salazar um garante de continuidade do regime após a derrota do Eixo. Ironia porque Humberto Delgado, que tanto contribuiu para o sucesso e rapidez das negociações, sendo elogiado por Winston Churchill na Câmara dos Comuns, viria a ser o maior opositor de Salazar no final da década seguinte, até ser assassinado pela PIDE em 1965.Um oficial inglês que o conheceu durante a Guerra disse de Humberto Delgado que era "o homem mais dinâmico que conheci em toda a minha vida". Esse dinamismo está patente nas presentes crónicas militares.

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