A QUINTA DE FÔJA: DO SÉCULO XI AO SÉCULO XXI.

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A QUINTA DE FÔJA: DO SÉCULO XI AO SÉCULO XXI.

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BOBONE, CARLOS (2005) A QUINTA DE FÔJA: DO SÉCULO XI AO SÉCULO XXI. LISBOA: EDIÇÕES INAPA. DE 24X16 CM. COM 205 PÁGS. ILUST. B.

Estabelecida nos domínios do antigo Castelo de Santa Eulália, arrasado em 1116 pelo exército muçulmano de Al Mansur, a extensa propriedade que viria a chamar-se Quinta de Fôja, conjunto de 1200 hectares em que predomina um grande paul natural, nos Campos do Mondego, esteve desde o século XII estreitamente ligada ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, conselheiros espirituais dos reis da primeira dinastia.

A luta contra as cheias do Mondego, a erecção do sistema de valas de enxugo, a transformação de um terreno pantanoso em campo fértil que ganhou o cognome de Celeiro dos Crúzios, a construção do conjunto de casas de habitação e trabalho à volta do pátio de Fôja, foi obra lenta, trabalho de séculos, entremeado de lutas contra os homens e contra a natureza. Dos combates do arado aos da espada e da clavina, passando por arrastados conflitos jurídicos, se compôs a história do desbravamento de uma das maiores propriedades do Norte de Portugal.

Em 1838, extintos os conventos, Fôja é adquirida por José Ferreira Pinto Basto, cujos descendentes conservaram a quinta nas suas mãos até aos nossos dias, modificando profundamente os métodos de cultura. Fôja tornou-se um dos principais centros de produção e descasque de arroz existentes no país, além de um campo de culturas experimentais que deu valiosos contributos para a evolução da agronomia portuguesa.

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