ANDRADE, EUGÉNIO DE (2001) ANTOLOGIA PESSOAL DA POESIA PORTUGUESA. PORTO: CAMPO DAS LETRAS. DE 21X11 CM. COM 499, [18] PÁGS. E.
«Esta é a poesia portuguesa que, após mais de quarenta anos de lê-la, a memória me traz à tona. Às vezes é só um verso (“Floriram por engano as rosas bravas...”, “E cercarom-mi as ondas, que grandes som...”), outras é todo o poema (“Aquela triste e leda madrugada / Cheia toda de mágoa e de piedade...”
É assim que começa a introdução do poeta Eugénio de Andrade à sua Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, «a mais nobre expressão do génio» nacional, um volume de 500 páginas, com poemas de 58 autores, dos trovadores medievais até Ruy Belo. O poeta não inclui nenhum autor vivo, como ele explica, um limite que se impôs.
Ao jornal Público (1.11.99), enumerou os «pontos altos» da antologia: começam com os cancioneiros medievais, amplamente representados, destacando-se Pero Meogo e D. Dinis; seguem-se Gil Vicente, Sá de Miranda e Camões. O novo «pico» chega já em plena segunda metade do século XIX, com Antero de Quental e Gomes Leal. Depois vêm Nobre, Cesário, Pessanha, Pascoaes, Pessoa e Sá-Carneiro. Entre os nascidos no século XX, sublinha os nomes de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Carlos de Oliveira e Ruy Belo. A escolha inclui ainda José Gomes Ferreira, José Régio, Casais Monteiro, Manuel da Fonseca, Pedro Homem de Mello, Torga, Carlos Queiroz, Cinatti, O'Neill e David Mourão-Ferreira.
Cartonagem editorial com sobrecapa.
Nota: extremidades da encadernação com algum desgaste e pequenos defeitos.