PEREIRA, ANA CRISTINA CLÍMACO (2010) AS LINHAS DE TORRES VEDRAS: INVASÃO E RESISTÊNCIA (1810-1811). LISBOA: COLIBRI; TORRES VEDRAS: CÂMARA MUNICIPAL. DE 25X18 CM. COM 216, [1] PÁGS. ILUST. B.
Tese mestr., apresentada na Univ. Paris VII - Denis Diderot.
Este texto analisa o plano defensivo de Wellington (1810) face à terceira invasão napoleónica, estruturado na edificação das Linhas de Torres Vedras, na evacuação populacional e na política de "terra queimada". Embora militarmente genial, a estratégia devastou o país e gerou forte oposição política e popular devido à desconsideração da dimensão humana.
A grande novidade historiográfica da obra reside na rutura com a narrativa puramente institucional ou tática, colocando o elemento humano no centro da investigação. O estudo inova ao focar-se na perda de privilégios sociais da população convertida em mão de obra, nas provações da massa de refugiados e, simetricamente, no quotidiano de escassez do exército de Masséna. Ao demonstrar como a falha logística francesa desencadeou uma espiral de violência sobre os civis, o livro humaniza o conflito, provando que a eficácia militar das Linhas dependeu de um severo e esquecido custo humanitário.
Com dedicatória autógrafa do punho da autora.
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