O MOSTEIRO DE OIA E A GRANJA DA SILVA NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES LUSO-CASTELHANAS DOS SÉCULOS XIV-XV.

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O MOSTEIRO DE OIA E A GRANJA DA SILVA NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES LUSO-CASTELHANAS DOS SÉCULOS XIV-XV.

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MARQUES, JOSÉ (1985) O MOSTEIRO DE OIA E A GRANJA DA SILVA NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES LUSO-CASTELHANAS DOS SÉCULOS XIV-XV. PORTO: [S.N.]. DE 23X15 CM. COM28, [3] P., [3] EST. : IL. B.

“(…) Na presente comunicação ocupar-nos-emos somente do caso de Sta. Maria de Oia, mas sublinhamos, desde já, a necessidade de se proceder a levantamentos idênticos, relativos a outras comunidades monásticas e do clero secular, como o Cabido e a Mitra de Tui.

Em todo este processo de relacionação galaico-minhota, o Mosteiro de Oia tem como complemento do termo de relação que ele é a granja da Silva, assim designada por estar situada na freguesia valenciana de Sta. Maria da Silva. Para se compreender a importância desta granja no âmbito do tema em apreço, basta dizer que, além de constituir uma notável exploração agrária, funcionava também como cabeça e celeiro de todos os bens possuídos pelo referido mosteiro galego no Entre-Minho-e-Lima$^6$. A fim de se formar uma ideia mais exacta da sua importância cumpre-nos revelar, de acordo com os dados fornecidos pela documentação, que esta granja era constituída por 10 casais, 4 campos, 1 devesa, 1 lugar, 4 herdades, 2 vinhas, 1 casa e mais 1 parcela, cuja natureza não conseguimos apurar, num total de 24 unidades ou títulos.

A extensão desta propriedade rústica descontínua e a sua importância administrativa no âmbito do património do Mosteiro de Oia, no Entre-Minho-e-Lima, permite compreender por que motivo foi tantas vezes ocupada, mal as circunstâncias políticas davam azo à concretização desse objectivo. Para melhor dilucidação deste aspecto, veja-se o quadro que a seguir se apresenta, articulando-o com o mapa constante da fig. 1.”

Sep. "Revista de história", 6, Porto, 1985

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