TEMAS DA HISTÓRIA DA MOEDA.

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TEMAS DA HISTÓRIA DA MOEDA.

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GAMBETA, AGOSTINHO FERREIRA (1972) POETAS DO CANCIONEIRO GERAL: TEMAS DA HISTÓRIA DA MOEDA. LISBOA: ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA. DE 26X19CM. COM 26X19CM. COM [236à 297] PÁGS. ILUST. B

"INVESTIGADORES encontraram, no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, personagens célebres da nossa História, outras humildes que foram, e algumas desconhecidas. Sucedeu-nos diferente; procurando pessoas que nos foram apontadas, justamente como moedeiros, sabendo portanto do ofício que tiveram, quisemos completar as biografias já adiantadas, com os passos das suas vidas que transpareciam dos poetas, estes moedeiros, ou moedeiros não poetas, referidos pelos poetas que não foram da Moeda.

Caso muito notável, não único, foi o de António Pacheco que, celebrizado nos mares da Ásia com Afonso de Albuquerque, veio, após a morte deste, para a Casa da Moeda de Lisboa, servir de vedor dos fabricos e, interrompendo, saiu ao mar e foi à corte em Lisboa, Évora ou Almeirim, algumas vezes.

João Rodrigues de Castelo-Branco, que não foi moedeiro mas esteve aposentado no paço real, em Almeirim, com seu primo António Pacheco que viria a ser moedeiro por herança, e ofício seu antigo, responde com um poema ao primo, pouco depois do regresso de Pacheco, de Malaca a Lisboa, referindo com pormenores curiosos factos que já antes das leituras conhecíamos, da vida de António Pacheco. E há homónimos que separámos, incluindo um filho de nome igual.

Outros, como Rui Gonçalves, Diogo Gonçalves, Afonso Rodrigues, Rui Moniz, Rui Lopes, moedeiros, oficiais ou magistrados da Moeda, figuram no Cancioneiro, ou como poetas, ou referidos pelos colaboradores de Resende; outros ainda, como Garcia Moniz e Gil Vicente, não figuram por razões conhecidas.

Trabalhos recentes de ilustres académicos, deram-nos ajudas preciosas, biografando, ou ampliando as nossas biografias de moedeiros que foram; assim consta de tais autores, documentando devidamente.

Estudada a origem do nome de Malaca, desde as Lendas da Índia de Gaspar Correia, até às recentes investigações científicas, desfez-se um lapso repetido pelos cronistas, quanto à aventura de António Pacheco em Malaca; o próprio Correia preveniu, e passou. Nós próprios errámos, tendo depois que rectificar.

Encontrada finalmente a carta de João Rodrigues a António Pacheco, aproveitou-se para fazer nova leitura completa do Cancioneiro porque, na verdade, Garcia de Resende é dos poucos que se reporta, quase exclusivamente, à história da sua época.

Finalmente, mais uma leitura intensa dos oito volumes da obra de Gaspar Correia, e respectivos juízos críticos de Lima Felner, que tantas vezes se irritou com Correia, levaram-nos a ver o que tinha sucedido.

António Pacheco figura na carta como capitão das nogueiras; nenhum antologista nos deu a chave desse enigma, nem de outros que se vêem no poema. Certo autor limitou-se a suprimir a estância dos enigmas; outros fizeram hipóteses explicativas, sem fundamento, ou com ele.

O nosso trabalho tenta interpretar a leitura do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, quanto aos poetas que viveram com ou com ele, e lhe deram seus versos, nomeadamente, os que foram moedeiros ou aqueles que, não o sendo, falam de moedeiros. O intento fundamental era descobrir António Pacheco; quase todos os documentos da Casa da Moeda, da Torre do Tombo e outras muitas fontes, são apresentados, ou referidos. Grande colaboração de pessoas dignas e eruditas, foi justamente aproveitada e também referenciada, deixando-se aqui uma expressão de muita gratidão, para os que trabalham e buscam a verdade. E desses, alguns falecidos há pouco ainda trabalham; portanto: oremos."

Nota: capa de brochura amarelecida e com desgaste. miolo limpo.

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