PENA, ALBERTO (2009) O QUE PARECE É: SALAZAR, FRANCO E A PROPAGANDA CONTRA A ESPANHA DEMOCRÁTICA. LISBOA: TINTA DA CHINA. DE 24X15 CM. COM 286, [2] PÁGS. B.
«O título deste livro, O Que Parece É, não foi inventado por mim, nem tão‑pouco foi retirado de um anúncio publicitário. Trata‑se de uma frase de Salazar, um dos muitos aforismos que ele tanto gostava de integrar no seu discurso e que serviam de slogans com enorme eficácia propagandística, funcionando como mandamentos explícitos para orientar as directrizes ideológicas do seu novo modelo político. […] O objectivo científico deste livro consiste em compreender o discurso salazarista no que diz respeito aos meios de comunicação, os quais ele considerava como um veículo de transmissão da ideologia, essencial para doutrinar a sociedade. […] Salazar acreditava que o controlo férreo da opinião pública portuguesa era a chave para fazer prevalecer os seus princípios políticos. Isso mesmo manifestou num dos seus discursos: ‘A verdade é que politicamente tudo o que parece é, quer dizer, as mentiras, as ficções, os receios, mesmo injustificados, criam estados de espírito que são realidades políticas: sobre elas, com elas e contra elas se tem de governar.’
Esta visão totalitária da sociedade portuguesa fez com que temesse o contágio ideológico através da Espanha democrática que nascera com a fundação da Segunda República, a 14 de Abril de 1931, um regime que poderia prejudicar o Estado Novo. A rebelião franquista de Julho de 1936 pareceu‑lhe ser o melhor para Espanha e para Portugal. Por isso, era necessário prestar o maior auxílio propagandístico possível a Franco, de modo a difundir a verdade, a sua verdade.» (da Nota Prévia)
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