AMARAL, JOÃO MARIA FERREIRA DO (1923) A GRANDE GUERRA: A BATALHA DO LYS, A BATALHA D’ARMENTIÈRES OU O 9 DE ABRIL. LISBOA: TIP. DO COMÉRCIO. DE 20X12 CM. COM 63 PÁGS. B.
“Este simples relato foi escripto em 1920 em Benguela, afim de ser publicado em Folhetim no «Jornal de Benguela».
Fez depois o referido jornal uma separata de 1.000 exemplares, que foi posto á venda e cujo producto liquido reverteu a favor dos Mutilados da Guerra, por expontanea deliberação da redacção do mesmo periodico.
Posto á venda exgoutou-se rapidamente em Angola. Raros exemplares chegaram á metropole.
Uma carta do general Gomes da Costa, que em seguida transcrevo, e o sucesso que o primeiro milhar teve ao sair a publico tentam-me a fazer uma nova edição.
De resto, mal ou bem escripto, nunca será demais marcar factos que tão deturpados teem sido pela confusão política, que sobre tudo o que respeito diz á nossa participação na Guerra, se tem dito e escrito.
Acresce ainda o facto, de todo o relato do «9 de Abril» se apoiar sobre afirmações de uma testemunha insuspeita, como é o general alemão Erick Ludendorff.
O «9 de Abril» não é pois um trabalho technico, e muito menos, uma opinião minha.
E' apenas um vulgarissimo trabalho de compilação e sobre tudo um relato de pessoas, logares, factos e datas, que a actual geração portuguesa não póde nem deve ignorar.
Uma preocupação tive ao escrever o «9 de Abril». Foi a de apresentar os factos sem paixão, colocando-me tanto quanto possivel como arbitro, do que sobre o que se passou em 9 de Abril de 1918, escreveram e publicaram dois generaes.
Segue a carta que o general Gomes da Costa dirigiu ao autor quando teve conhecimento da publicação do folhetim.
O autor não pediu autorização ao bravo general, para trazer a publico a referida carta, mas a sua publicação na integra é um documento interessante e por isso o bravo soldado da India, Moçambique, Angola e França, relevará decerto uma inconveniencia praticada por um seu discipulo, que muito o admira.”
Nota: capa escurecida e com desgaste.