GOMES, CATARINA (2018) FURRIEL NÃO É NOME DE PAI: OS FILHOS QUE MILITARES PORTUGUESES DEIXARAM NA GUERRA COLONIAL. LISBOA: TINTA-DA-CHINA. DE 21X13 CM. COM 236, [3] PÁGS. B.
«Filhos do vento»: as crianças que os militares portugueses deixaram na Guerra Colonial
Chamavam «resto de tuga» a Fernando e ele não percebia porquê; Adulai era acusado de tudo pelos irmãos e era sovado todos os dias pelo padrasto por ter nascido com a pele mais clara; e os gémeos Celestina e Celestino guardam, aos 40 anos, uma fotografia desbotada de um jovem militar que não os quer conhecer, nem com o incentivo da «Exma. Mana» portuguesa. Foi para ir atrás destas histórias que Catarina Gomes partiu para a Guiné-Bissau em 2013, levando na mala um dos maiores tabus entre os militares portugueses: os filhos da guerra, crianças que ficaram para trás depois da Guerra Colonial, e que chegaram ao mundo como filhas do «inimigo» e condenadas a não conhecer os pais. Além do círculo masculino de silêncios que os mantém afastados, estes filhos africanos são também ignorados pelo Estado português, que nunca fez um esforço por conhecer a dimensão desta realidade ou por lhes garantir quaisquer direitos. Estão há anos em busca de uma identidade perdida, mas esta é a primeira vez que alguém conta a sua história.
Nota: lombada com vincos, provados pelo manuseamento.
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