LARANJEIRA, MATEUS EDUARDO DA ROCHA (2016) AS CASAS DE CÂMARA E CADEIA NOS AÇORES, SÉCULOS XV-XVIII. ANGRA DO HEROÍSMO: INSTITUTO AÇORIANO DE CULTURA. DE 24X17 CM. COM 253, [2] PÁGS. ILUST. B.
“As Casas de Câmara e Cadeia nos Açores” pertencem a uma tipologia específica da arquitetura civil, um modelo que teve as suas raízes, em Portugal, no século XIV. No século seguinte, já muitos dos concelhos então existentes tinham uma casa de câmara, construída propositadamente para albergar a vereação e a audiência, mais tarde, também a cadeia – a tipologia estava formada. Quando os Açores começaram a ser povoados, a organização concelhia foi transposta da metrópole para as ilhas e, com ela, o tipo de casa de câmara e cadeia.
As principais vilas e cidades que se criaram nos Açores tiveram, e têm, exemplares daquele tipo de casas, destacando-se das demais casas pelos atributos arquitetónicos que possuíam, tendo sido apropriados, com o tempo, a partir das casas nobres, dos castelos, dos conventos e das igrejas, sempre associados a símbolos de poder e nobreza. Falamos de torres, escadarias exteriores, alpendres, balcões, varandas, arcos e arcarias que eram adicionados às casas de câmara e cadeia, articulando-se entre si numa composição final que as distinguia de todos os outros edifícios da vila ou cidade.
A comparação das casas de câmara e cadeia dos Açores com as suas congéneres, na metrópole e no Brasil, não só as integra numa mesma família de edifícios, mas também contribui para a afirmação da tipologia no panorama da arquitetura civil, conquistando um espaço na História da Arte Portuguesa”