BELTRÃO, PEDRO (2016) AS DUAS CONDESSAS. ALFRAGIDE: OFICINA DO LIVRO. DE 24X15 CM. COM 345, [4] P., [16] P. ILUST. B.
D. Isabel Antónia do Carmo de Roxas e Lemos Carvalho e Menezes (1779–1856)
D. Maria Mância de Lemos Roxas Carvalho e Menezes (1805–1881)
Logo a seguir às Invasões Francesas, com o País depauperado e ainda não completamente refeito do terror, as novas ideias liberais, a falta de competitividade face a uma Europa em grande desenvolvimento, a emergência de uma burguesia que vive da usura e dos empréstimos e a perda do Brasil geram pobreza, instabilidade e tensão que, por sua vez, criam reviravoltas no poder e nos costumes do povo.
É neste período que vivem as duas condessas - Isabel e Maria Mância, mãe e filha, ambas órfãs de pai desde pequenas, ambas viúvas em menos de três anos de casamento, ambas casadas pouco tempo depois de enviuvarem. Damas com elevada cultura adquirida em França e mal entendidas pela sociedade do seu tempo, herdeiras ricas e da melhor fidalguia portuguesa, passam por grandes privações e desgostos, mas, apoiando-se incondicionalmente uma na outra, conseguem lutar contra as adversidades e manter de pé a sua querida Quinta de Subserra.
Partindo de um conjunto significativo de cartas, esta é a história de duas mulheres de uma coragem sem limites - uma história de sofrimento, evidentemente, mas com momentos de indizível felicidade.
Romance histórico, que no entanto, segue fielmente as fomtes, muitas inéditas e referenciadas no dinal do livro.
Muito ilustrado à parte com retratos, pinturas, fac-símile de documentos.
Nota: capa com desgaste e vincos.