ALVES, VÍCTOR (2019) GUERRA CIVIL PORTUGUESA (1828-1834): A BATALHA DA PRAIA DE 11 DE AGOSTO DE 1829 NA IMPRENSA INTERNACIONAL E A TELEGRAFIA ÓTICA NA ILHA TERCEIRA. [S.L.] : LETRAS LAVADAS. DE 21X14 CM. COM 67 PÁGS. B.
“O bloqueio da Esquadra Miguelista à ilha Terceira no verão de 1829 e o ataque da mesma à Praia, a 11 de Agosto, tiveram um extraordinário eco na imprensa internacional da época. É um facto pouco divulgado, quiçá pouco investigado, mas que nos permite perceber a perspetiva e os receios da Europa, sobre um conflito que prendeu as atenções da imprensa e provocou aceso debate em países como França e Inglaterra.
O que está plasmado nos principais jornais da europa e da américa do norte, constitui, inegavelmente, um importante rol de fontes que contribui para o conhecimento e compreensão deste episódio que marcou a história de Portugal e teve grande repercussão no mundo. Artigos e reportagens sobre sessões parlamentares acaloradas em França e na Inglaterra, ou sobre estratégias diplomáticas, preencheram muitas colunas dos periódicos de referência de ambos os países, com eco em congéneres no mundo, sendo também notável o caso dos Estados Unidos, onde os principais periódicos de Boston e de New York não perdiam pitada sobre o caso.
As notícias do bloqueio da Terceira ganharam então destaque, com atualização regular, repartindo primeiras páginas com outras grandes questões mundiais. (…)
Lançar os olhos sobre a imprensa nacional e internacional da época, é o propósito deste trabalho. Em complemento, fica o resultado da investigação sobre o sistema de telegrafia ótica existente à época na Terceira, precioso auxiliar de comunicação local em tempo de guerra. São dois factos pouco divulgados, mas de grande importância para perceber as motivações políticas de ambos os lados do conflito, no caso da imprensa e para o conhecimento de um modelo de comunicações, a telegrafia ótica que seguia os movimentos da Esquadra durante o bloqueio a que ilha esteve sujeita, informando as populações e os responsáveis militares. Daqui resulta também um subsídio para a história da telegrafia ótica na ilha Terceira.”