PADRÃO, MARIA DA GLÓRIA (1973) METÁFORA EM FERNANDO PESSOA. PORTO: EDITORIAL INOVA. DE 19X14 CM. COM 214, [4] PÁGS. B.
“(...) o grande empenho deste trabalho, que mereceu o «Prémio Mário Sacramento», consiste em auscultar as múltiplas trajectórias de absurdização que o poeta imprime às suas próprias concepções de vida. Mário Sacramento, no ensaio polémico que consagrou ao poeta, também se empenhou no mesmo objectivo. Eis a diferença: Maria da Glória Padrão assenta o seu trabalho num levantamento das imagens translatas, e não num levantamento de tópicos doutrinários, como Sacramento; e valoriza tais trajectórias de absurdização como matéria de obra poética, ao passo que Sacramento as encara como testemunho da não-genialidade de Pessoa.
Se nos pusermos na perspectiva da Autora, aquilo que caracteriza a mundividência de Pessoa é, afinal, uma extrema radicalização daquele sentimento de desamparo perante a vivência do infinito a que Pascal deu expressão típica, e que constitui uma das fontes históricas do existencialismo”.
Primeira edição.
Nota: capa com desgaste.
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